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As decisões menos óbvias por trás das maiores plataformas de streaming do mundo
Toda história de sucesso é, no fundo, a história de uma escolha – e de tudo o que ela custou.
Foi assim com o streaming – e é assim com qualquer negócio que queira durar.
No livro Escolhas Difíceis, eu revelo os bastidores das maiores empresas de tecnologia e entretenimento do mundo para mostrar que antes de cada “play” há sempre uma tensão real: o que manter, o que renunciar e o que se está disposto a perder para conquistar um mercado de cerca de 200 bilhões de dólares.
Mais do que contar histórias, Escolhas Difíceis disseca decisões – conectando casos concretos a conceitos de estratégia, produto, branding e tecnologia com linguagem acessível e provocadora.
No fim, o streaming é só o palco.
O que está em jogo são as escolhas que constroem – ou destroem – negócios.
Para quem constrói produtos, negócios ou marcas, chegou o momento de virar a página e repensar, com mais clareza, as próximas decisões.

Em 2007, a Netflix vivia um paradoxo raro: comemorava o auge do seu negócio de DVDs pelo correio enquanto pressentia, com a mesma nitidez, que aquele modelo estava com os dias contados. Os envelopes vermelhos rodavam o país, o caixa da empresa era saudável, a operação estava, de fato, afinada. Ao mesmo tempo, a internet começava a transformar o vídeo em algo instantâneo, o YouTube com dois anos de vida e recém adquirido pelo Google, já tinha virado hábito, e a banda larga avançava o suficiente para tornar plausível a ideia de “dar play” sem precisar esperar o carteiro chegar. Foi nesse recorte, com um pé no presente lucrativo e outro em um futuro inevitável, que a Netflix decidiu tentar a travessia do computador para a TV da sala.
O primeiro passo foi tímido: o Watch Now – um serviço de streaming dentro do navegador, com catálogo pequeno, restrito ao PC e com poucas horas de exibição mensais, dependendo do plano. Era um protótipo – mais até uma prova de conceito do que um produto em si. Dentro daquele contexto, aliás, já era evidente o que faltava: a “bala de prata” que transformaria a experiência restrita ao monitor do computador em algo natural na tela da TV – sem cabos, conversores ou gambiarras. A resposta parecia óbvia: criar um dispositivo próprio, capaz de levar o streaming direto para o centro da sala de estar.
Nasceu daí um projeto interno de set-top box (codinome Project Griffin). A ideia começou ainda contaminada pelo paradigma do download: um dispositivo com armazenamento que puxaria filmes de madrugada para garantir qualidade, e que, com o avanço dos codecs e da banda larga, evoluiu para streaming em tempo real. A Netflix montou um time dedicado ao projeto, prototipou o hardware, amadureceu o software, desenhou a interface, escolheu fornecedores, alinhou toda a cadeia de produção. Em parceria com a Frog Design chegou a discutir cor e acabamento – curiosamente, havia quem defendesse vestir a caixinha com o vermelho icônico dos envelopes de DVD. Com a campanha de lançamento pronta, nome de mercado aprovado, a contagem regressiva estava ligada.
Foi então que a estratégia falou mais alto que a engenharia. Às vésperas do anúncio, Reed Hastings, CEO da Netflix, escolheu matar o produto. A lógica era simples e brutal: fabricar hardware tornaria a Netflix concorrente direta das mesmas empresas que ela precisaria como parceiras para escalar muito em breve – eram fabricantes de TVs, de Blu-ray players, de consoles, ou seja, todo o ecossistema que estava, naquele exato momento, se conectando à sala de estar com a internet. Se virasse “mais uma” a disputar um lugar na prateleira, perderia, de saída, a neutralidade que permitiria à Netflix estar em todos os lugares. Em vez de brigar por esse lugar, a empresa queria ser o aplicativo de todas as telas. “Quero poder ligar para o Steve Jobs e pedir Netflix no Apple TV; se eu fabrico um hardware, ele nem me atende” – teria dito Hastings segundo fontes da época.
"Tecnologias como o Dynamic Ad Insertion (DAI) já estavam maduras e amplamente testadas, ou seja, a expertise acumulada na operação de outra plataforma de streaming serviu como base técnica e estratégica para o novo modelo do Disney+."
"O fato é que a escolha da Amazon mostra que um produto pode ser muito poderoso mesmo quando não é o centro das atenções. Quando bem-posicionado, um produto amplificador não precisa ser o melhor - ele só precisa tornar o todo mais indispensável."
"A escolha de lançar o HBO Max foi mais do que um rebranding - foi uma mudança radical de modelo mental: transformar um ativo simbólico (a marca HBO) em um produto de massa, global e competitivo em um novo mercado"
Saiba que os frameworks que trago para o texto não entram como “verniz acadêmico”. Eles entram como ferramentas de leitura: para ajudar a enxergar a mecânica por trás de decisões reais – por que uma escolha foi feita, o que ela habilitou, o que ela bloqueou e qual preço estratégico ela exigiu.
Porter, VRIO, 7 Powers, marca cultural, discovery contínua e build–measure–learn aparecem como um mapa para aproximar você do raciocínio de quem decide com pouca garantia e muita responsabilidade.
E, mais do que boas práticas, o livro busca princípios que atravessam o tempo, se adaptam ao contexto e sustentam escolhas melhores onde importa de verdade: no cenário real em que você atua. Em termos práticos, cada capítulo disseca quatro camadas que se repetem nas melhores (e nas piores) viradas:
É o cenário que provocou a decisão: competição, fase do produto e mudança de comportamento. Mostra qual pressão tornou a escolha inevitável.
É a escolha estratégica que define o caminho – e os “nãos” que vêm junto. Aqui, os trade-offs ficam à vista: o que a empresa ganha, o que abre mão e qual preço aceita pagar.
É o que a escolha destravou (e o que ela cobrou) no curto e no longo prazo. É onde entram os ganhos reais, as perdas inevitáveis e as consequências que só aparecem com o tempo.
É o que essa escolha ensina na prática – sem glamour e sem atalhos. Aqui ficam os princípios que líderes e equipes podem carregar para decisões reais, sob pressão.
André Siqueira é CEO da Viu Review e criador do indika.tv, uma plataforma focada em inteligência de consumo e experiência do usuário no ecossistema de streaming. Seu trabalho combina dados, curadoria e estratégia de produto para ajudar pessoas a organizar assinaturas, melhorar decisões e reduzir fricções típicas de um mercado cada vez mais fragmentado.
Siqueira acompanha de forma contínua as transformações do setor – analisando movimentos de empresas como Netflix, Amazon, Disney e Apple sob a ótica de produto, comportamento e modelos de negócio.
“Escolhas Difíceis” consolida essa visão em um recorte mais executivo: um livro sobre decisões estratégicas, seus trade-offs e as consequências reais que diferenciam “crescimento de curto prazo” de “vantagem sustentável”.
Uma Palestra para quem precisa decidir com mais clareza – quando o contexto muda, quando as opções se multiplicam ou quando cada “sim” exige um “não” bem sustentado.
O mercado de streaming é o melhor laboratório contemporâneo de estratégia sob pressão – nele, “escala”, “marca”, “tecnologia”, “conteúdo” e “distribuição”, colidem o tempo todo, deixando explícito o custo de decisões mal feitas e o poder de escolhas coerentes.
Eu levo essa lógica para dentro da sua realidade a partir do framework dos “4Cs” conectando “contexto”, “conhecimento”, “criatividade” e “coragem” aos casos reais do livro e a uma prática aplicada ao dia a dia de líderes e equipes.
Mais do que inspirar uma audiência, meu objetivo é destravar decisões críticas e elevar a maturidade de execução e gerar efeitos concretos – perceptíveis no curto prazo e sustentáveis no longo.
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